Terra Rasgada, Água Grande

O Instituto Práticas Desobedientes em parceria com o Coletivo Slam 015 integram a 4a edição de Frestas – Trienal de Artes l The Instituto Práticas Desobedientes, in partnership with Slam 015 collective, is part of the 4th edition of Frestas – Triennial of Arts

Terra Rasgada, Água Grande é um projeto de criação e residência artística desenvolvido pelo Instituto Práticas Desobedientes em parceria com o coletivo Slam 015, no contexto da 4ª edição da Frestas – Trienal de Artes, realizada pelo SESC Sorocaba (SP). A mostra que tem curadoria de Luciara Ribeiro, Naine Terena e Khadyg Fares acontece entre fevereiro e agosto reunindo mais de 80 participantes do Brasil e do exterior.

Terra Rasgada, Água Grande is a creation and artistic residency project developed by Instituto Práticas Desobedientes in partnership with Slam 015 collective, within the context of 4th edition of Frestas – Triennial of Arts, organized by SESC Sorocaba (SP). The exhibition, curated by Luciara Ribeiro, Naine Terena, and Khadyg Fares, takes place between February and August, bringing together more than 80 participants from Brazil and abroad.

Concebido como uma instalação sonora imersiva, Terra Rasgada, Água Grande investiga a palavra, a voz e a presença como dispositivos para pensar a experiência estética da vida negra, tendo como eixo poético e político o encontro entre os rios Paraguaçu (BA) e Sorocaba (SP). O projeto desloca o protagonismo do olhar para a escuta, criando um espaço sensorial onde corpos, vozes e paisagens sonoras se misturam como correntes fluviais. A partir de gravações ambientais e performances de poesia Terra Rasgada, Água Grande constrói uma geografia poética ampliada, capaz de aproximar territórios marcados pela história colonial, pelo trânsito de mercadorias e por regimes de apagamento. Em lugar de uma representação fixa, a obra propõe uma ficção territorial: fazer desaguar o rio Paraguaçu em lugares improváveis, costurando memórias, trajetórias e formas de vida. O processo de criação incluiu uma residência artística no Recôncavo Baiano, com imersão territorial, oficinas com mestres e artistas locais, gravações em campo e em estúdio, e sessões colaborativas entre artistas do Práticas Desobedientes e do Slam 015. A metodologia do projeto reafirma a escuta como prática coletiva e pedagógica, entendendo a criação artística como espaço de encontro, transmissão e elaboração crítica.

Conceived as an immersive sound installation, Terra Rasgada, Água Grande investigates word, voice, and presence as devices for reflecting on the aesthetic experience of Black life, taking as its poetic and political axis the encounter between the Paraguaçu River (Bahia) and Sorocaba River (São Paulo). The project shifts emphasis from vision to listening, creating a sensory space where bodies, voices, and soundscapes intermingle like flowing currents. Through environmental recordings and spoken-word performances, Terra Rasgada, Água Grande constructs an expanded poetic geography capable of connecting territories marked by colonial history, the circulation of goods, and regimes of erasure. Rather than offering a fixed representation, the work proposes a territorial fiction: allowing the Paraguaçu River to flow into improbable places, stitching together memories, trajectories, and forms of life. The creation process included an artistic residency in the Recôncavo of Bahia, with territorial immersion, workshops with local masters and artists, field and studio recordings, and collaborative sessions between artists from Práticas Desobedientes and Slam 015. The project’s methodology affirms listening as a collective and pedagogical practice, understanding artistic creation as a space of encounter, transmission, and critical elaboration.

CONCEPÇÃO l Allan da Silva, George Teles, Jamile Cazumbá, Sabah Farah, Tarcísio Almeida, Thay Oliveira, Vini Alceu l ARTISTAS E INTÉRPRETES l Allan da Silva, Dayane Ribeiro, George Teles, Jamile Cazumbá, Larissa Neres, Lucas Andrade, Miles, Rafael Ramos, Sabah Farah, Thay Oliveira, Vini Alceu l PARTICIPAÇÃO ESPECIAL l Dona Dalva Damiana l DIREÇÃO E PRODUÇÃO MUSICAL l Edbrass Brasil l SYNTHS E PÓS-PRODUÇÃO DE ÁUDIO l Lucas Melifona l ENGENHARIA DE SOM l Emilie Marques Becker l PROJETO ARQUITETÔNICO l Movediça Arquitetura, Guilherme Miranda, Jessica Gonçalves, Marina Lima l PRODUÇÃO LOCAL l Jamile Cazumbá, Luz Kieza dos Santos Conceição l MENTORIAS l Dona Dalva Damiana, Esmola Cantada, Clarício Mascarenhas, Liv Lobo, Luciana Marques, Maria Lúcia Costa Santos, Irmandade da Boa Morte, Valmir Pereira, Orquestra do Reggae de Cachoeira, Flávio Santos – Studio ORC l CAPTAÇÃO DE SOM DIRETO l Leo Conceição, Léo Soty l FOTOS l Victória Nasck l DIREÇÃO E PROJETO AUDIOVISUAL l Rafael Ramos

Você também pode contribuir para que o Instituto Práticas Desobedientes continue desenvolvendo programas nas áreas de educação, arte contemporânea e justiça social.

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